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Salário mínimo maior, mas custo de vida também: um falso alívio

02/01/2026 18:42
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Por Marcos Santos
Salário mínimo maior, mas custo de vida também: um falso alívio

O início do ano trouxe duas medidas que impactam diretamente a vida dos brasileiros: o reajuste do salário mínimo e o aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. À primeira vista, o aumento do salário mínimo soa como uma conquista social, um respiro para milhões de trabalhadores que dependem dele. No entanto, esse ganho é rapidamente corroído pela elevação de impostos sobre itens essenciais, que pressionam o custo de vida e reduzem o poder de compra.

O reajuste do salário mínimo foi anunciado como forma de garantir maior dignidade e poder de consumo ao trabalhador. Contudo, o aumento do ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha gera efeito contrário: encarece o transporte público, o frete de mercadorias e o preparo das refeições, atingindo especialmente as famílias mais pobres. Na prática, o ganho nominal é neutralizado pela inflação induzida pelos impostos, criando um círculo vicioso em que o trabalhador recebe mais, mas gasta mais, sem melhoria real em sua qualidade de vida.

A decisão de elevar tributos sobre insumos básicos revela uma contradição na política econômica. O governo apresenta o reajuste como valorização, mas simultaneamente adota medidas que anulam seus efeitos. O resultado é um alívio ilusório, que transmite a sensação de avanço social sem correspondência concreta no bolso do cidadão.

O aumento do salário mínimo deveria representar progresso e justiça social. No entanto, ao ser acompanhado de elevação de impostos sobre combustíveis e gás de cozinha, transforma-se em um contrassenso. O trabalhador vê seu ganho evaporar diante da alta dos preços, e a promessa de maior poder de compra se torna apenas retórica. Para que haja verdadeira valorização, é necessário alinhar reajustes salariais com políticas fiscais responsáveis, que não penalizem justamente aqueles que mais precisam de proteção.

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