A construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que conecta as cidades de Caetité e Ilhéus, na Bahia, foi interrompida após o rompimento do contrato entre a BAMIN, empresa responsável pelo projeto, e a construtora Prumo Engenharia. O anúncio foi feito na última terça-feira, 1º de abril, e marca um momento crítico para uma das principais obras de infraestrutura do estado.
O projeto, que foi a primeira obra anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em julho de 2023, previa uma extensão de 537 quilômetros e um investimento total de R$ 1,1 bilhão. Até o momento, cerca de 75% das obras foram concluídas, com um investimento de R$ 784 milhões.
Apesar da suspensão, a BAMIN garantiu que os serviços de manutenção e as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro serão mantidos. A empresa também informou que está em busca de novos investidores para dar continuidade ao projeto.
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA) expressou preocupação com possíveis demissões em massa e anunciou uma assembleia com os trabalhadores para discutir os próximos passos.
A Fiol é considerada estratégica para o desenvolvimento logístico e econômico da região, com capacidade para transportar até 60 milhões de toneladas de carga por ano. A suspensão do contrato levanta questões sobre o futuro da obra e os impactos socioeconômicos para os municípios envolvidos.
A BAMIN, subsidiária do Grupo ERG, reafirmou seu compromisso com o projeto e destacou que a busca por soluções para a retomada da construção continua. Enquanto isso, a comunidade local e os trabalhadores aguardam respostas sobre o destino da ferrovia.