O Esporte Clube Bahia recusou oficialmente uma proposta do CSKA Moscou, da Rússia, pelo atacante Erick Pulga. A oferta girava em torno de 12 milhões de euros — valor que, com bônus por metas, poderia chegar a aproximadamente R$ 74 milhões na cotação atual.
A decisão da diretoria sinaliza uma postura estratégica: priorizar a competitividade esportiva em vez do retorno financeiro imediato. Internamente, o clube entende que o jogador é peça fundamental no projeto de consolidação da equipe em competições nacionais e internacionais.
Investimento valorizado
Erick Pulga foi contratado no início de 2025 junto ao Ceará Sporting Club por 3 milhões de dólares (cerca de R$ 18,8 milhões na época). Desde então, disputou 55 partidas, marcou 9 gols e distribuiu 9 assistências. Seu contrato com o Bahia é válido até dezembro de 2029.
Caso a negociação fosse concretizada pelo valor máximo oferecido, o Bahia teria um retorno financeiro próximo de quatro vezes o investimento inicial — cenário considerado expressivo no mercado brasileiro.
Trajetória de superação
Aos 25 anos, Erick Pulga nasceu em Fortaleza e iniciou a carreira no Tirol (antigo Pague Menos). Passou pelas categorias de base do River-PI e do Atlético Cearense, onde ganhou destaque em 2021 ao marcar 7 gols em 33 partidas.
Em 2022, defendeu Madureira, Campinense e Maracanã, acumulando 36 jogos e dois gols. O salto técnico veio em 2023, quando brilhou pelo Ferroviário com 9 gols em 22 partidas — incluindo dois marcados contra o próprio Bahia na Copa do Nordeste.
Comprado pelo Ceará, teve desempenho discreto inicialmente, mas explodiu em 2024 com 22 gols e 3 assistências em 51 jogos. A performance chamou a atenção do Bahia, que decidiu investir na contratação.
Projeto esportivo acima das cifras
A recusa da proposta do CSKA reforça a política do Bahia de manter jogadores estratégicos para fortalecer o elenco e aumentar a competitividade em torneios como Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.
Nos bastidores, a avaliação é de que Erick Pulga pode se consolidar como protagonista técnico e peça central do sistema ofensivo nos próximos anos, elevando ainda mais seu valor de mercado.
A decisão evidencia um Bahia financeiramente estruturado e com ambições esportivas claras, disposto a abrir mão de cifras milionárias para manter estabilidade e desempenho dentro de campo.
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