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O Bispo Bruno Leonardo, líder da Igreja Batista Avivamento Mundial, está no centro de uma polêmica após ser citado em um relatório da Polícia Federal no âmbito da Operação Mafiusi. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e à máfia italiana ‘Ndrangheta. Embora o bispo não seja formalmente investigado, sua igreja realizou transferências financeiras para uma empresa suspeita de ser usada para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas, totalizando R$ 2,2 milhões entre 2021 e 2022.
Bruno Leonardo é uma figura influente nas redes sociais, com mais de 50 milhões de inscritos no YouTube e quase 10 milhões de seguidores no Instagram. Ele utiliza essas plataformas para compartilhar mensagens religiosas, arrecadar doações e organizar eventos grandiosos que reúnem milhares de fiéis. Em um desses eventos, ele anunciou doações milionárias para instituições de caridade, destacando a transparência de suas ações.
O bispo confirmou a compra de veículos de uma empresa citada na investigação, mas afirmou que todas as transações financeiras podem ser comprovadas por notas fiscais. Ele argumenta que não sabia do envolvimento da concessionária em atividades ilícitas e que está sendo alvo de perseguição midiática devido à expansão de sua igreja e ao alcance de seu trabalho religioso.
A Operação Mafiusi, que envolve colaboração entre Brasil e Itália, busca desmantelar um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Apesar das acusações, o bispo continua a negar qualquer ligação com os grupos criminosos e reforça que nem ele nem sua igreja são alvos diretos da investigação.