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Segurança Pública

Bahia reforça segurança com superdrones contra o crime organizado

Novos equipamentos contam com câmeras térmicas e inteligência artificial para monitorar facções e áreas de difícil acesso.

Redação
Por Redação
Notícia de Salvador / BAHIA

Inovação Tecnológica no Combate ao Crime

O Governo da Bahia realizou a entrega de cinco novos "superdrones" para as Polícias Militar e Civil nesta sexta-feira (27). Com um investimento de aproximadamente R$ 700 mil, a iniciativa busca modernizar o combate a facções criminosas e o monitoramento de grandes eventos no estado. Os aparelhos foram apresentados em frente ao Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador.

A aquisição é fruto de uma parceria estratégica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, visando aumentar a precisão das investigações e garantir maior proteção aos agentes em operações de alto risco.

Tecnologia de Longo Alcance e Visão Térmica

As novas aeronaves possuem especificações técnicas impressionantes para o cenário de segurança pública:

  • Velocidade: Alcançam até 90 km/h;
  • Alcance: Sistema de transmissão com raio de até 40 quilômetros;
  • Zoom Híbrido: Capacidade de 400x, identificando placas e rostos a 5 km de distância;
  • Sensores Térmicos: Permitem localizar suspeitos pelo calor corporal em mata fechada ou durante a noite.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o uso de sensores térmicos é essencial para incursões em locais de difícil acesso, onde a visibilidade humana é limitada ou nula.

Estratégia e Segurança Operacional

O uso dos drones não se limita ao confronto direto. A Polícia Civil utilizará os equipamentos para o monitoramento silencioso de alvos, permitindo avanços investigativos sem detecção. Já a Polícia Militar deve aplicar a tecnologia no planejamento tático de grandes operações e na mediação de conflitos no interior do estado.

Especialistas em segurança pública apontam que esse investimento reflete uma tendência de "guerra de dados". Ao retirar o policial da linha de frente no momento do reconhecimento, o Estado busca reduzir os índices de letalidade e aumentar o sucesso das capturas através da inteligência, priorizando a precisão sobre a força bruta imediata.

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