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Clima

Tragédia em MG: 37 Mortos e Alerta de Ciclone no Sudeste

Sobe para 37 o número de mortos por chuvas em Minas Gerais; Inmet mantém alerta para o Sudeste.

Redação
Por Redação
Notícia de Juiz de Fora / MINAS-GERAIS

O volume histórico de precipitações no final de fevereiro de 2026 causou estragos devastadores no coração de Minas Gerais. Até a manhã desta quarta-feira, as autoridades da Defesa Civil confirmaram 37 óbitos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. O cenário é de guerra: encostas que cederam sobre residências, rios que transbordaram em níveis nunca antes registrados e uma infraestrutura urbana que se mostrou insuficiente diante da força da natureza. O presidente Lula assinou um decreto de reconhecimento de estado de calamidade pública, permitindo que o Exército Brasileiro atue na linha de frente do resgate.

O Ciclone Extratropical e o Aquecimento Global

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta vermelho, prevendo que um ciclone extratropical em formação na costa do Sudeste intensificará os ventos e a chuva até o próximo domingo. Especialistas apontam que a severidade desses eventos é um reflexo direto do ano de 2026 ser um dos mais quentes da história, criando um gradiente de pressão que favorece tempestades supercelulares. O solo saturado em Minas Gerais aumenta o risco de novos deslizamentos, mesmo com chuvas de menor intensidade. O governo estadual anunciou um plano emergencial para reconstruir as pontes destruídas e realocar as mais de 15 mil pessoas que estão atualmente desabrigadas ou desalojadas em abrigos improvisados em escolas e igrejas.

Previsão para o Resto do Ano

Simulações climáticas indicam que, embora o Sudeste sofra com enchentes agora, o restante do ano de 2026 deve ser marcado por uma seca severa. Esse paradoxo climático — picos de chuva extrema seguidos por estiagens prolongadas — desafia a gestão hídrica e a agricultura. O alerta vermelho não é apenas meteorológico, mas um chamado para a revisão das políticas de habitação em áreas de risco, que continuam a ser o principal fator de letalidade em tragédias ambientais no Brasil.

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