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Prefeitos da Bahia se unem contra cachês abusivos de bandas para o São João 2026

Milene Barbosa
Por Milene Barbosa • 197 visualizações
Notícia de Salvador / BAHIA

A União dos Municípios da Bahia (UPB) iniciou um movimento inédito de mobilização conjunta entre os prefeitos do estado para enfrentar o aumento desproporcional nos valores das atrações artísticas para os festejos juninos. Sob a liderança do presidente da entidade, Quinho (prefeito de Belo Campo), os gestores defendem uma política de "preço justo" para garantir a viabilidade das festas públicas.

A iniciativa busca estabelecer uma frente única de negociação com empresários do setor musical, visando proteger os recursos públicos e evitar que as contratações comprometam a saúde financeira das prefeituras.


O Ponto Polêmico: "O São João não pode custar o olho da cara"

O aspecto mais polêmico do movimento reside no ultimato dado pelos gestores: a possibilidade de não contratar bandas que apresentarem valores considerados exorbitantes. Os prefeitos argumentam que o mercado de entretenimento inflacionou os cachês de forma insustentável para o erário.

"Nós não podemos ter o São João que custe o olho da cara do povo da nossa cidade," afirmou um dos representantes durante o encontro, destacando que o pagamento excessivo a bandas retira investimentos diretos de áreas sensíveis.

A polêmica gira em torno do equilíbrio entre a tradição cultural — que movimenta o comércio e gera empregos — e a responsabilidade fiscal. Para os prefeitos, a união é a única forma de evitar o "leilão" de atrações, onde cidades vizinhas acabam competindo entre si e elevando ainda mais os preços.


União Regional e Responsabilidade Fiscal

Os pontos centrais destacados pela UPB incluem:

  • Preservação de Serviços Essenciais: O foco é impedir que o gasto com festas comprometa o orçamento da educação, saúde e infraestrutura.

  • Estratégia de Bloco: A orientação é que nenhum prefeito ceda a valores abusivos isoladamente, fortalecendo a posição de negociação de todos os municípios da Bahia e do Nordeste.

  • Razoabilidade e Transparência: O movimento clama por uma tabela de preços mais transparente e condizente com a realidade econômica de cada localidade.

  • Grito de Ordem: A mobilização culminou em um ato simbólico onde os prefeitos reforçaram o compromisso com a realização de eventos, desde que haja austeridade nos custos.

O movimento promete ecoar por todo o Nordeste, onde o São João representa o principal motor da economia regional no mês de junho, colocando prefeituras e escritórios de bandas em uma mesa de negociações decisiva para o calendário de 2026.

Imagem complementar
Bandas estão cobrando preços exorbitantes para o São João e prefeitos da Bahia dão um basta!

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