Um bovino morto, descartado às margens da BA-148, em Livramento de Nossa Senhora, acabou sendo eviscerado e teve partes da carcaça retiradas por populares para possível consumo.
O motorista responsável pelo transporte já havia explicado as circunstâncias que levaram à morte do animal. No entanto, imagens feitas no local mostram que a carcaça apresentava acentuada distensão abdominal (inchaço).
Segundo especialistas, após a morte, bactérias naturalmente presentes no organismo continuam atuando e podem produzir gases durante o processo de decomposição, provocando o inchaço da carcaça. Quanto maior o tempo decorrido e mais avançado o processo de deterioração, maior pode ser o risco de multiplicação de microrganismos.
A preocupação, neste caso, está também em não se saber por quanto tempo o animal permaneceu morto nem em que estágio de decomposição se encontrava a parte que apresentava o inchaço.
A retirada das vísceras de forma improvisada, às margens da rodovia e sem condições adequadas de higiene, pode ainda provocar contaminação da carne por bactérias presentes no conteúdo intestinal.
Segundo especialistas, o consumo de carne nessas condições pode provocar intoxicações e infecções alimentares, com sintomas que podem variar de vômitos e diarreia a quadros mais graves.
A recomendação é que animais encontrados mortos não sejam aproveitados para consumo, devendo a carcaça receber a destinação adequada pelos órgãos responsáveis.
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