A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro do diesel nas refinarias, elevando o preço médio para R$ 3,65 a partir deste sábado (14). O reajuste ocorre em um cenário de forte pressão internacional, onde a instabilidade geopolítica no Oriente Médio elevou o valor do barril de petróleo. Para tentar conter o impacto no bolso do consumidor final, o Governo Federal lançou um pacote de medidas que inclui a redução de impostos e subsídios ao setor.
A principal causa da subida dos preços é a guerra no Oriente Médio. O conflito direto envolvendo grandes produtores de energia fez o petróleo tipo Brent superar a marca de US$ 100 por barril. Como o Brasil ainda depende da importação de cerca de 25% do diesel consumido internamente, a Petrobras ajustou seus valores para garantir o suprimento do mercado e evitar riscos de desabastecimento.
Apesar do aumento expressivo nas refinarias — cerca de 11,6% — o impacto nas bombas de combustível deve ser menor. O governo editou uma Medida Provisória reduzindo o PIS/Cofins sobre o diesel, o que gera um abatimento de R$ 0,06, dependendo da margem de lucro de cada posto e da mistura de biodiesel.
Reflexos na economia e no frete
O diesel é o motor do transporte rodoviário e da produção agrícola no país. Especialistas indicam que, se o patamar de preços internacionais continuar alto, o custo do frete pode subir até 10%. Esse movimento acende um alerta para a inflação de alimentos, já que o transporte é um componente central no preço que o consumidor paga nos supermercados. O monitoramento das próximas semanas será decisivo para entender a estabilidade dos preços internos frente à crise global.
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