O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). O dado reforça a doença como uma das principais causas de morte e adoecimento no país, com impacto semelhante ao das doenças cardiovasculares.
De acordo com o INCA, o aumento está relacionado ao envelhecimento da população, à exposição a fatores de risco e ao diagnóstico tardio, que ainda é uma realidade em muitas regiões.
O câncer de pele não melanoma segue como o tipo mais comum, com previsão de 263 mil registros anuais. Já entre os homens, os tumores mais frequentes devem ser os de próstata (30,5%), cólon e reto (10,3%) e pulmão (7,3%). Entre as mulheres, os destaques são os de mama (30%), cólon e reto (10,5%) e colo do útero (7,4%).
No cenário global, a projeção é de 35,3 milhões de novos casos anuais até 2050, um aumento de 77% em relação a 2022. Especialistas ressaltam que até metade dos casos poderia ser evitada com medidas de prevenção, como hábitos saudáveis, vacinação e rastreamento precoce.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o câncer já é prioridade para o governo e anunciou a meta de garantir ao menos um centro de quimioterapia em cada estado, além de ampliar a rede de diagnóstico e tratamento.
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“Nosso desafio é fazer o Brasil ter a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento contra o câncer do mundo”, disse Padilha.
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