O amanhecer no Bairro Alto do Alexandrino, em Macaúbas, foi marcado por uma operação policial que expôs o desfecho de um drama vivido no ambiente virtual. Um homem de 26 anos tornou-se alvo de investigação criminal após ser acusado de transformar a vida de sua ex-namorada, residente em Ibipitanga, em um verdadeiro cerco digital de perseguições e ameaças.
O rastro da perseguição
A ação foi autorizada pelo juiz Álvaro Marques de Freitas Filho, da Vara Criminal de Macaúbas, com o objetivo de reunir provas do crime de perseguição, conhecido como stalking. O caso é enquadrado no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. De acordo com os autos, o investigado não teria aceitado o término de um relacionamento de quase dois anos e passou a perseguir a vítima, chegando a criar perfis falsos no Instagram para enviar mensagens ofensivas.
As autoridades tratam o caso com máxima seriedade, diante de indícios de que o jovem utilizava o anonimato digital para invadir a privacidade da vítima, proferindo ofensas e ameaçando divulgar conteúdo íntimo.
Arsenal digital apreendido
Durante o cumprimento do mandado na Rua José Aurélio Pereira, a equipe da Polícia Militar de Macaúbas realizou a busca e apreensão dos dispositivos que podem conter provas materiais dos crimes. As investigações seguem conduzidas pela Delegacia Territorial de Ibipitanga, sob coordenação do delegado Dr. Jackson Trindade Neves. Foram recolhidos dois aparelhos celulares, um notebook e uma CPU.
A Justiça já autorizou o acesso aos dados armazenados nesses equipamentos, incluindo mensagens de aplicativos como WhatsApp e Instagram, além de fotos e registros de chamadas. Os dispositivos passarão por perícia técnica para confirmar a origem das mensagens e a ligação do investigado com os perfis falsos.
Cautela e rigor legal
Apesar da medida incisiva, o Judiciário destacou que a busca e apreensão é uma providência cautelar destinada a preservar provas, não representando ainda um juízo definitivo de culpa. O processo segue em segredo de justiça, garantindo a proteção da intimidade da vítima e o bom andamento das investigações.
Caso seja condenado pelo crime de perseguição no âmbito da Lei Maria da Penha, o investigado poderá enfrentar pena de reclusão, reforçando o compromisso do Estado em combater a violência contra a mulher — seja ela física ou digital.
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