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A reunião do prefeito José Ronaldo com Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner: política ou gestão?

Redação
Por Redação • 180 visualizações
Notícia de Salvador / BAHIA

Na tarde desta quarta-feira (28), o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), esteve na sede da Governadoria, em Salvador, para uma reunião com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) e o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola. O encontro, realizado a portas fechadas, rapidamente alimentou especulações sobre uma possível aproximação do gestor municipal com a base petista.

O que foi discutido

Segundo a assessoria da prefeitura, o encontro teve caráter institucional e tratou de projetos de urbanização para Feira de Santana. Entre as propostas apresentadas, destacou-se a ideia de um parque urbano, uma nova área verde para a cidade. O senador Jaques Wagner confirmou que o foco foi exclusivamente a apresentação do projeto, negando qualquer articulação política relacionada às eleições de 2026.

José Ronaldo reforçou essa versão durante uma cerimônia de entrega de escrituras de imóveis na comunidade Pato Branco, também nesta quarta-feira. Ele afirmou que não houve qualquer pauta política na reunião: "Não houve nenhuma conversa política no assunto. Assunto político não foi abordado. O assunto tratado foi a discussão sobre um projeto para a cidade de Feira de Santana. A política, nesse momento, neste dia, não foi tratada lá. Estou focado na gestão, tudo tem seu tempo e tudo tem sua hora."

Apesar das declarações oficiais, o encontro gerou rumores nos bastidores. A presença de figuras centrais do PT, como Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner, somada ao histórico de José Ronaldo como liderança de oposição, levantou hipóteses sobre uma possível reconfiguração de alianças políticas em Feira de Santana e no estado.

Ainda que os envolvidos neguem qualquer relação com as eleições, o gesto de diálogo entre diferentes campos políticos pode ser interpretado como um sinal de abertura para futuras negociações — especialmente em um cenário em que a governabilidade e os investimentos dependem de articulação entre esferas municipal e estadual.

A reunião, oficialmente pautada por projetos de urbanização, acabou ganhando contornos políticos pela simbologia dos participantes. Se foi apenas gestão ou um prenúncio de novos alinhamentos, o tempo dirá. Por ora, José Ronaldo mantém o discurso de foco administrativo, enquanto os rumores continuam a circular nos bastidores da política baiana.

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