Romaria de Canabrava: fé centenária na Serra das Almas enfrenta barulho e excessos que pedem correção
Na comunidade de Canabrava, localizada na Serra das Almas, a 25 km da sede de Livramento de Nossa Senhora (BA), acontece há mais de 200 anos a tradicional romaria em devoção a São Gonçalo do Amarante. Realizada na segunda quinzena de janeiro, a festa é símbolo de fé e identidade cultural da região.
Entretanto, paralelamente à devoção, uma festa profana na praça da comunidade tem gerado críticas. O que deveria ser um espaço de espiritualidade e tradição acaba sendo marcado por bebedeira, promiscuidade e motocicletas barulhentas, práticas que destoam do verdadeiro sentido da romaria.
O Espírito Santo não habita em lugares, mas em pessoas
Atos 7:48-49: “O Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés.” A romaria é um espaço de fé, mas não basta ter templos ou tradições se o comportamento das pessoas não reflete respeito. O Espírito Santo habita em corações obedientes, não em ambientes marcados por barulho e desordem.
1 Coríntios 3:16: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Isso mostra que cada fiel é responsável por manter sua vida em santidade. Quando a festa se torna palco de promiscuidade e bebedeira, o corpo — que deveria ser templo de Deus — é desonrado.
Passagens que condenam os excessos
Provérbios 20:1: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; todo aquele que neles errar nunca será sábio.” A bebedeira que domina a praça durante a festa mostra exatamente o que o texto alerta: a bebida tira a sabedoria e transforma momentos de devoção em confusão.
Isaías 5:11: “Ai dos que se levantam pela manhã para seguir a bebedeira, e continuam até à noite, até que o vinho os esquente.” Muitos passam o dia inteiro entregues à bebida durante a romaria, esquecendo o propósito espiritual e vivendo apenas para os prazeres momentâneos.
Romanos 13:13: “Andemos dignamente, como de dia, não em orgias e bebedeiras, não em desonestidades e dissoluções, não em contendas e inveja.” A festa profana, marcada por barulho de motocicletas, desrespeito e promiscuidade, é o oposto da dignidade que Paulo recomenda.
1 Pedro 4:3: “Baste-nos o tempo passado para termos feito a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, bebedices, orgias, banquetes e abomináveis idolatrias.” O apóstolo lembra que já basta o tempo perdido em práticas mundanas. A romaria deveria ser momento de renovação espiritual, mas muitos ainda insistem em transformar a devoção em ocasião de excessos.
Gálatas 5:19-21: “As obras da carne são manifestas: impureza, bebedices e orgias; os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” O texto é direto: quem vive em promiscuidade e bebedeira não herda o Reino. A festa profana em Canabrava, marcada por tais práticas, precisa ser corrigida para não desvirtuar a tradição religiosa.
Preservar a essência da romaria
Com mais de dois séculos de história, a romaria de Canabrava é um patrimônio espiritual e cultural que merece ser preservado. Para que continue sendo símbolo de fé, é necessário corrigir os excessos e resgatar o verdadeiro propósito da celebração: a devoção sincera e respeitosa a São Gonçalo do Amarante.
Como ensina Romanos 12:2: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” A comunidade precisa se renovar, deixando de lado práticas que desonram a fé e resgatando o verdadeiro espírito da romaria.
A romaria de Canabrava, com seus mais de 200 anos de tradição, é um patrimônio espiritual que precisa ser preservado em sua essência. No entanto, os excessos que têm marcado a festa profana — como bebedeira, promiscuidade e desordem — exigem uma resposta firme e amorosa da própria comunidade de fé.
Cabe à Igreja, por meio de pregações e orientações, conduzir os fiéis ao verdadeiro propósito da romaria: a devoção sincera e respeitosa a Deus. Como ensina 2 Timóteo 4:2: “Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e doutrina.”
Assim, é necessário que líderes religiosos usem o púlpito e a palavra para corrigir os excessos, lembrando que o Espírito Santo habita nos corações e não em ambientes de desordem. Através da pregação e da orientação pastoral, a Igreja pode resgatar o verdadeiro sentido da romaria, transformando-a novamente em um momento de fé, comunhão e respeito.
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