Uma das grandes opções para quem quiser curtir os festejos juninos com atrações de nome nacional, mas bem pertinho de casa, é o São Pedro de Rio do Pires 2023, que acaba de confirmar quatro dias de festa e grandes nomes da música baiana e brasileira. Na cidade, que fica distante 110km de Livramento de Nossa Senhora, serão várias atrações, além de representantes da cultura local, evidenciando a valorização dos artistas da terra.

De 30 de junho a 03 de julho desembarcam na cidade Vitor Fernandes, Edgar Mão Branca, Mulheres Perdidas e Márcia Fellipe, que são as três principais contratações para o São Pedro de Rio do Pires 2023, entre outros. A Prefeitura, que é a organizadora da festa já confirmou presença na programação oficial os três artistas, conforme divulgado com antecipação pelo L12 Notícias, no mês passado.

Saiba mais sobre a Cantora Márcia Fellipe

A renomada cantora e empresária Márcia Fellipe, natural de Manaus, trilhou uma carreira de sucesso desde sua juventude, quando começou a se apresentar em pequenos estabelecimentos, conquistando reconhecimento em sua cidade natal. Sua notável trajetória inclui a participação na Companhia do Forró nos anos 2000, assim como uma breve passagem como vocalista do grupo Aviões do Forró, substituindo Solange Almeida.

Ao longo de sua carreira, Márcia passou por grupos como Furacão do Forró, Garota Safada, Forró do Muído e Forró da Curtição. Contudo, em 2014, optou por seguir carreira solo, consolidando-se como um dos principais nomes do cenário forrozeiro atual. Seu talento e versatilidade lhe renderam quatro álbuns lançados, inicialmente em parceria com a WS Produções e posteriormente com a Universal Music.

Além de seu sucesso na música, Márcia Fellipe também ampliou seus horizontes ao integrar o elenco da quinta temporada do reality show Power Couple Brasil, exibido pela Record. Ao lado de seu esposo, o renomado produtor musical Rod Bala, ela participa do programa, mostrando não apenas sua habilidade artística, mas também sua dinâmica como casal.

Com uma carreira sólida e uma presença marcante na mídia, Márcia Fellipe é uma artista que continua a conquistar fãs e a se destacar no cenário musical brasileiro. Sua participação no Power Couple Brasil é mais um capítulo de sucesso em sua trajetória, consolidando sua posição como uma figura influente no universo do forró e além.

São Pedro de Rio do Pires 2023; Conheça Vitor Fernandes

John Vitor Ferreira de Sousa, mais conhecido como Vitor Fernandes, é um músico brasileiro que nasceu em Petrolina, no dia 7 de dezembro de 1996. Ele se destaca como um dos principais expoentes do movimento do piseiro no país, sendo reconhecido e aclamado pelo público como o Rei do Piseiro.

Vitor Fernandes desempenha um papel fundamental no crescimento de uma das novas vertentes do forró, o piseiro. Essa variação da pisadinha apresenta uma batida mais rápida e propõe uma dança solo contagiante. O músico explica que o título de “Rei do Piseiro” foi autoatribuído, pois ele foi um dos primeiros a acreditar no sucesso desse ritmo inovador.

Antes de se tornar um fenômeno na música, Vitor Fernandes trabalhava colhendo goiabas na região de Petrolina. No entanto, sua vida tomou um rumo diferente quando foi descoberto pelo empresário Jeovane Guedes. Foi então que ele começou sua carreira no gênero arrocha, e em março de 2019, aos 22 anos, adentrou o mundo do piseiro.

Em apenas alguns meses, Vitor Fernandes conquistou um sucesso avassalador. Em novembro do mesmo ano, ele já estava realizando uma média de 20 shows por mês, gerando emprego e renda para quinze famílias pernambucanas através de seu trabalho musical. Além disso, suas músicas acumulavam mais de dezoito milhões de visualizações no YouTube, demonstrando o impacto e a popularidade alcançados em um curto espaço de tempo.

Com seu talento excepcional e carisma magnético, Vitor Fernandes revolucionou o forró brasileiro com o piseiro, conquistando milhões de fãs e consolidando sua posição como um dos artistas mais importantes e influentes da atualidade. Sua história de sucesso inspiradora é um exemplo de determinação e talento, e seu legado na música certamente continuará a crescer. O artista será uma das grandes atrações a se apresentar no São Pedro de Rio do Pires 2023.

Uma das principais atrações do São Pedro de Rio do Pires 2023. Quem é Edgar Mão Branca?

Desde criança, Edigar teve seu primeiro contato com uma cidade aos seis anos de idade, guiado por sua tia Zita, que o levou à escola. No entanto, ele logo escapava das salas de aula em busca de aventuras nos banhos de rio, nas festas de reis, nas noitadas de forró, nas caçadas de tatu e nas esperas de macuco. Essas experiências moldaram suas composições, repletas de memórias autênticas.

Com o surgimento do vitiligo em diferentes partes do seu corpo, Edigar se tornou Mão Branca. Essa característica se tornou sua marca registrada, juntamente com seus desempenhos cativantes nos palcos. Inicialmente, ele começou sua carreira como cantador, seguidor da escola de Elomar Figueira de Melo, renomado compositor baiano e outro sertanejo de coragem e fé. Ao longo dos anos, Edigar lançou vários discos que representam esse estilo musical.

No LP “Da terra firme, um canto forte”, Elomar escreve: “Apesar de ser uma grande perda para o campo, lembrando que OMNIA MEA MECUM PORTO, sabemos que não haveria outro caminho para esse brilhante menestrel se comportar. Ele é mais um cavaleiro que não será esquecido na história da nossa música, pois não veio pelas modas passageiras, nem a serviço do rei.”

Edigar Mão Branca participou de movimentos estudantis, recitais e grupos de teatro, além de ter fundado grupos de música regional em São Paulo, no final dos anos 70. Sua experiência como trovador o levou a incursões no rádio, onde atuou por muitos anos e produziu uma série de programas, sempre destacando as canções que retratavam a alma do seu povo.

Embora trabalhasse no rádio, Edigar continuou a desenvolver sua carreira musical, e em breve ambos cresceram a ponto de exigir que ele fizesse uma escolha entre os dois veículos. A música saiu vitoriosa. E o forró também saiu vitorioso, ganhando um de seus maiores defensores e um autor de alta categoria.

Como forrozeiro, Edigar Mão Branca conquistou fama por toda a Bahia e parte do Nordeste. Ele fortaleceu o forró legítimo, com raízes no estilo de Luiz Gonzaga, encontrando inspiração na vida e na língua do sertanejo nordestino.

Edigar Mão Branca traçou um caminho que transita entre a poesia cantada com voz e violão e aquela feita com triângulo, sanfona e zabumba. Sua jornada musical é uma busca incessante pela autenticidade e pela preservação das tradições do forró, encantando os ouvintes com sua paixão e habilidade ímpares.

Mulheres Perdidas

A trajetória da banda Mulheres Perdidas iniciou em 2002, sendo criada pelo mesmo grupo responsável pela banda Calcinha Preta. O nome da banda surgiu a partir de uma música homônima da Calcinha Preta, e o público prontamente abraçou a ideia, resultando em sucessos imediatos. Canções como “Salve o Nosso Amor”, “Porque Te Amo”, “Amor de Rapariga”, “Perdi Você Pra Quem?”, “Meu Patrão” e “Se Quiser é Assim” foram amplamente executadas em rádios de todo o Brasil.

Com 12 CDs lançados ao longo de 18 anos, a banda Mulheres Perdidas emplacou uma sequência de sucessos, especialmente nos primeiros anos. Um exemplo de sua carreira bem-sucedida no mundo do forró foi o álbum “Mulheres Perdidas”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias. Assim como a Calcinha Preta, a banda Mulheres Perdidas saiu de Sergipe para conquistar fãs em todo o Brasil, encantando multidões por onde passou. Vários integrantes da banda têm origem ou passagem pela Calcinha Preta.

No nono volume do álbum da Calcinha Preta, intitulado “Vol. 9”, Marquinhos Maraial e a banda Mulheres Perdidas participaram da música “E O Vento Levou”, que se tornou uma febre em todo o Nordeste em questão de semanas. O disco alcançou recordes de vendas, sendo um dos mais bem-sucedidos da Calcinha Preta, com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Essa música também fez parte do primeiro CD da banda Mulheres Perdidas, intitulado “Salve o Nosso Amor”.

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