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Segurança Pública

Indústria 2026: Desafios econômicos e o recorde de roubo de cargas

Pesquisa revela urgência de crédito para modernização industrial; roubo de cargas bate recorde no Sudeste.

Redação
Por Redação
Notícia de São Paulo / SAO-PAULO

Um relatório abrangente apresentado pelo Sebrae nesta quarta-feira (25) lança luz sobre os gargalos que impedem o Brasil de atingir sua plena capacidade produtiva em 2026. A pesquisa revela que a busca por isonomia competitiva e a abertura para o mercado internacional são as maiores urgências para a indústria nacional. Empresários de pequeno e médio porte relatam que a carga tributária e a falta de linhas de crédito específicas para a aquisição de maquinário de última geração estão deixando o país para trás na corrida tecnológica global. Sem crédito, a indústria brasileira envelhece enquanto concorrentes asiáticos inundam o mercado interno.

O maior entrave ao crescimento, porém, não é apenas financeiro, mas de segurança. O Sudeste brasileiro registrou um aumento recorde no roubo de cargas no primeiro bimestre de 2026, com quadrilhas utilizando tecnologia de inibição de sinal (jammers) cada vez mais potentes. Esse cenário impacta diretamente o preço final dos produtos: o custo do seguro de carga subiu 40% no último ano, e esse valor é repassado integralmente ao consumidor. O transporte rodoviário, responsável por mais de 60% da logística nacional, tornou-se uma operação de alto risco que drena a rentabilidade das empresas e desestimula novos investimentos estrangeiros no setor.

O Futuro Elétrico e a Defesa de Doria

Em um fórum econômico realizado em São Paulo, o ex-governador João Doria defendeu que o BNDES deve atuar de forma "agressiva e disruptiva" no financiamento de frotas elétricas municipais e industriais. A ideia é criar um polo de mobilidade sustentável que possa competir com a hegemonia chinesa. A transição para frotas elétricas é vista não apenas como uma pauta ambiental, mas como uma estratégia de segurança e eficiência logística. A modernização industrial, segundo o Sebrae, passa obrigatoriamente pela redução da criminalidade e pelo barateamento do capital para investimento em tecnologia limpa. O governo sinalizou que estuda um "Plano Marshall" para a indústria paulista e mineira, visando recuperar a competitividade perdida.

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