A Polícia Federal deflagrou a Operação Rapina para desarticular um esquema estruturado de crimes sexuais contra menores que operava a partir do interior da Bahia. Com mandados cumpridos em Ibipitanga e Barreiras, a ação resultou na prisão de um homem acusado de vitimar pelo menos 12 crianças e adolescentes, embora o número real de alvos possa ser significativamente maior. A investigação foi desencadeada após relatórios de inteligência de um organismo internacional de proteção à infância identificarem a atuação recorrente de um usuário brasileiro em redes sociais. O suspeito utilizava uma rede complexa de perfis falsos, muitas vezes se passando por outras menores de idade, para ganhar a confiança das vítimas e induzi-las ao envio de imagens íntimas.
Uma vez em posse do material, o investigado iniciava um ciclo cruel de chantagem e extorsão. Ele ameaçava divulgar as fotos e vídeos para familiares, amigos ou em perfis públicos caso não recebesse novos conteúdos de natureza sexual. Em diversos episódios confirmados pela perícia, o material foi efetivamente vazado, ampliando os danos psicológicos às vítimas. Para dificultar o rastreamento policial, o homem utilizava múltiplos números telefônicos, diversas contas digitais e reutilizava imagens de vítimas anteriores para atrair novos alvos. O histórico do preso revela uma trajetória de reincidência, com condenações anteriores que somam 14 anos de reclusão por estupro e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Agora, ele responderá por novos delitos de aliciamento, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual.
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