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Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, aos 68 anos

Maior cestinha da história das Olimpíadas e ídolo máximo do basquete brasileiro, ex-atleta faleceu nesta sexta-feira em decorrência de complicações de um tumor cerebral.

Redação
Por Redação
Notícia de São Paulo / SAO-PAULO

O esporte mundial perdeu hoje um de seus maiores ícones. Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o "Mão Santa", morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada por familiares e pela equipe médica do Hospital Municipal Santa Ana, onde o ex-atleta chegou a ser levado após sofrer um mal-estar súbito.

Oscar travava uma batalha pública e resiliente contra um câncer no cérebro desde 2011. Após anos de tratamento e cirurgias, o ex-jogador havia anunciado em 2022 a interrupção da quimioterapia, afirmando estar em fase de controle da doença. No entanto, seu quadro clínico apresentou uma piora drástica nas últimas semanas.

Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar Schmidt não foi apenas um jogador de basquete, mas um fenômeno estatístico. Com 49.737 pontos marcados ao longo da carreira, ele é reconhecido como um dos maiores pontuadores da história do esporte global.

Seu auge na Seleção Brasileira ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987. Naquela ocasião, Oscar liderou o Brasil em uma vitória histórica contra os Estados Unidos dentro da casa dos rivais, anotando 46 pontos na final. Em Olimpíadas, ele detém até hoje o recorde de maior cestinha de todos os tempos, com 1.093 pontos acumulados em cinco edições disputadas.

Em 2013, o "Mão Santa" foi imortalizado no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, a maior honraria que um jogador de basquete pode receber. Mesmo sem nunca ter atuado na NBA — tendo recusado propostas para priorizar a Seleção Brasileira em uma época em que atletas da liga americana não podiam defender seus países —, ele era reverenciado por lendas como Kobe Bryant e Magic Johnson.

O anúncio de sua morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. Clubes por onde passou, como Corinthians, Palmeiras e o Caserta da Itália, manifestaram profundo pesar. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) decretou luto oficial.

Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie. Segundo a família, o velório será realizado em cerimônia reservada, atendendo a um desejo do próprio atleta. O Brasil se despede hoje não apenas de um arremessador implacável, mas de um símbolo de patriotismo e dedicação absoluta ao esporte.

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