A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo, natural de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, foi vítima de racismo ao ser impedida de entrar em um evento oficial, mesmo após apresentar sua identificação funcional. O episódio ocorreu na última sexta-feira (16), durante um seminário promovido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, em Brasília.
A ministra, que tem uma trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres negras, foi convidada para palestrar no evento sobre Gestão Pública e Prevenção ao Assédio e Discriminação, mas foi barrada na entrada. Mesmo apresentando sua credencial, a liberação só ocorreu após a intervenção de autoridades.
O caso foi denunciado pela presidente do TSE, Cármen Lúcia, durante uma sessão do tribunal. A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar o ocorrido e identificar os responsáveis. O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o episódio como reflexo do racismo estrutural e pediu providências imediatas.
A Comissão de Ética Pública afirmou que o controle de acesso ao prédio onde ocorreu o evento é feito por funcionários terceirizados e que medidas serão adotadas para evitar novos casos de discriminação.
O episódio reforçou o debate sobre a necessidade de políticas mais eficazes para combater o racismo institucional. Vera Lúcia, que representa um avanço na inclusão de mulheres negras em espaços de poder, reafirma seu compromisso com a luta por igualdade e justiça.
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