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Meio Ambiente

A "Sombra Milagrosa" das cidades da Bahia sob suspeita: O que você precisa saber sobre o Nim Indiano

Ele cresce rápido, oferece um frescor imbatível e funciona como repelente natural. Mas por que especialistas e cidades baianas estão em alerta contra a árvore mais popular do interior?

Redação
Por Redação • 447 visualizações
Notícia de Livramento de Nossa Senhora / BAHIA

Se você mora em qualquer cidade do interior baiano, sabe do que estamos falando. O Nim Indiano (Azadirachta indica) tornou-se o símbolo do urbanismo espontâneo no Sertão e no Sudoeste da Bahia. Da calçada mais simples às grandes praças, ela é a escolha número um por um motivo óbvio: ela resolve o problema do calor.

Os Pontos Fortes que Conquistaram o Baiano

A popularidade do Nim não é por acaso. Ele entrega o que o povo precisa:

  • Crescimento Recorde: Em regiões onde o sol não dá trégua, ter uma árvore que em dois anos já garante uma sombra densa é um "luxo" acessível.

  • O "Terror" dos Mosquitos: Em tempos de surtos de Dengue e Zika, o Nim é visto como um sentinela. Suas folhas contêm compostos que afastam insetos, tornando os quintais mais agradáveis.

  • Resiliência Extrema: Ela ignora a seca. Enquanto outras espécies sofrem com a escassez de água, o Nim permanece verde, embelezando a cidade o ano todo.

O Lado Sombrio: Por Que a Bahia Está em Alerta?

Apesar de ser a "queridinha" das calçadas, o Nim esconde um perigo para o ecossistema baiano que começou a mobilizar autoridades de diversas prefeituras.

1. A Armadilha para as Abelhas

O maior problema está na flor. O Nim é um inseticida vivo. Quando as abelhas — essenciais para a nossa agricultura e para a sobrevivência da Caatinga — polinizam suas flores, elas acabam intoxicadas. O veneno é levado para a colmeia, podendo exterminar enxames inteiros.

2. A Invasão Silenciosa da Caatinga

Por ser uma espécie exótica (nativa da Ásia), ela não tem "inimigos" naturais na Bahia. Ela se espalha tão rápido que sufoca as árvores nativas, como o Umbuzeiro e a Aroeira, desequilibrando a fauna local.

Cidades como Livramento de Nossa Senhora, Brumado e outras do Semiárido já discutem leis e ações para controlar o plantio. O desafio é grande: como substituir uma árvore que dá tanta sombra em um estado tão quente?

Especialistas sugerem que, ao planejar o jardim ou a calçada, o baiano comece a olhar com mais carinho para espécies nativas que também dão boa sombra, mas sem o "preço alto" para a natureza.

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