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Macaúbas

O que você não ficou sabendo sobre a chacina de Lagoa Clara em Macaúbas

Redação
Por Redação • 609 visualizações

No dia 17 de dezembro de 2025, a comunidade rural de Lagoa Clara, em Macaúbas (BA), foi marcada por uma tragédia que tirou a vida de três mulheres da mesma família: Zilda Maria da Silva Alves (43 anos), sua filha Aline Silva Alves (10 anos) e a idosa Glorêna de Jesus Silva (85 anos). O autor do crime, segundo a polícia, foi Guilherme Vicente da Silva, de 27 anos, primo da criança.

O alvo inicial

O L12 Notícias conversou com João Francisco, tio do acusado, que revelou que o verdadeiro alvo de Guilherme era ele próprio. Por volta das 6h30, João estava em um roçado quando o sobrinho se aproximou em uma motocicleta, portando uma foice, e o chamou para ir até ele. João desconfiou da intenção, pois sabia que Guilherme agia como uma “bomba-relógio”, e tentou fugir.

Durante a fuga, sua motocicleta caiu. João acreditou que Guilherme destruiria o veículo, mas o jovem apenas levantou a moto e seguiu em direção à casa da família, localizada a poucos metros dali.

A invasão à casa

Na residência estavam Zilda, sua filha Aline e a idosa Glorêna, sogra de João. Pouco antes do ataque, vizinhos viram Zilda no portão comprando verduras de um ambulante e comentando que a filha ainda dormia. Minutos depois, a rotina pacata foi interrompida pela invasão de Guilherme.

A família vivia no local há cerca de 12 anos, em um terreno rural de 1 hectare, comprado após o casamento de Zilda. Ali também morava Glorêna, debilitada e em cadeira de rodas.

Relatos da comunidade descrevem Guilherme como um jovem de comportamento retraído: evitava contato visual, não tinha vida social ativa e já havia protagonizado episódios de violência, como quando aplicou uma gravata em um morador da região, que só não morreu graças à intervenção de vizinhos.

No momento do ataque, Zilda estava no banheiro dando banho em sua mãe. Ela foi morta na sala, Glorêna no banheiro e Aline, que dormia no quarto, também foi assassinada. Todas foram atingidas com golpes de foice na cabeça. Zilda Maria da Silva Alves foi encontrada morta na sala da residência, e tudo indica que ela tenha saído do banheiro, onde estava dando banho em sua mãe idosa, na tentativa desesperada de proteger a filha que dormia no quarto ou de buscar ajuda diante da invasão repentina. O gesto revela o instinto de defesa e coragem de uma mãe diante do perigo, mas infelizmente a ação não foi suficiente para evitar a tragédia que se abateu sobre toda a família.

Após cometer o crime, Guilherme montou em uma motocicleta levando consigo a foice e uma corda nas mãos. Ele pilotou pela estrada que dá acesso ao município de Tanque Novo e, cerca de 2 km depois, abandonou o veículo e entrou em uma mata, onde pôs fim à própria vida.

A história de uma família que vivia de forma simples e tranquila foi bruscamente interrompida, deixando marcas profundas na comunidade e revelando a vulnerabilidade de mulheres, crianças e idosos diante da violência extrema.

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