O estádio Morumbis, casa do São Paulo Futebol Clube, foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que apura um esquema de venda ilegal de camarotes. O promotor responsável pela investigação classificou o local como uma “gigantesca máquina de caça-níqueis”, em referência ao uso indevido dos espaços privados para fins lucrativos sem controle oficial do clube.
A operação
A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a dirigentes e ex-integrantes do São Paulo. A investigação aponta que camarotes do estádio eram cedidos informalmente e revendidos por valores elevados, sem qualquer repasse oficial ou transparência. O caso veio à tona após disputas judiciais envolvendo cobranças de valores não pagos, que revelaram a prática irregular.
Os alvos
Entre os investigados estão:
Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base do São Paulo.
Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares, que atuava como diretora feminina, cultural e de eventos.
Rita Adriana, apontada como responsável direta pela comercialização de camarotes.
Documentos, computadores e celulares foram apreendidos para análise.
O esquema
Segundo o Ministério Público, os camarotes eram explorados como negócios paralelos, sem qualquer vínculo oficial com o clube. Áudios e mensagens obtidos pela investigação mostram negociações de valores e repasses, reforçando a suspeita de que havia uma rede organizada para lucrar com os espaços.
O São Paulo Futebol Clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A operação levanta questionamentos sobre a governança interna e o controle de ativos do estádio, especialmente em eventos de grande porte como shows internacionais e partidas decisivas.
As autoridades vão analisar o material apreendido para identificar a extensão do esquema e possíveis novos envolvidos. Dependendo das provas, os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.