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Forrozeiros exigem 50% de artistas baianos no São João da Bahia

Mobilização em Salvador busca garantir protagonismo do forró e valorização da cultura regional nos festejos juninos.

Milene Barbosa
Por Milene Barbosa • 399 visualizações
Notícia de Salvador / BAHIA

Em Salvador, mais de 50 forrozeiros se reuniram com a União dos Municípios da Bahia (UPB) para defender o protagonismo do forró nos festejos juninos. O encontro, realizado na sede da entidade, teve como pauta principal a proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece que 50% das atrações contratadas para o São João sejam de artistas baianos, incluindo a aplicação proporcional nos recursos investidos.

A iniciativa foi apresentada pelo músico e produtor cultural Carlos Mateus e pela produtora Alessandra Gramacho, que atuaram como porta-vozes do movimento. O documento também prevê medidas de transparência e desburocratização nos processos de contratação, especialmente para artistas iniciantes.

Durante a reunião, o cantor e compositor Del Feliz destacou que a mobilização representa um avanço histórico na luta pela valorização da cultura regional, lembrando a tentativa de implementação da chamada Lei da Zabumba. Já o cantor Genard Melo reforçou que o São João é o espaço legítimo para o forró, já que as bandas do gênero quase não encontram oportunidades em outros eventos ao longo do ano.

Encaminhamentos e próximos passos

O presidente da UPB, Wilson Cardoso, avaliou o encontro como positivo e sinalizou apoio às propostas. Ele informou que o setor jurídico da entidade vai analisar alternativas legais para facilitar a contratação de artistas locais, evitando que a burocracia impeça o acesso ao “primeiro emprego cultural”.

Entre os encaminhamentos discutidos estão:

  • Definição de percentuais mínimos de recursos destinados a músicos baianos.

  • Simplificação de processos para cachês de menor valor.

  • Acompanhamento das medidas por órgãos de controle, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas.

A proposta de TAC reforça que os festejos juninos, reconhecidos como patrimônio cultural imaterial, devem ser instrumentos de fortalecimento da economia criativa, geração de empregos e preservação das tradições populares. O documento será debatido com prefeituras, órgãos de controle e o Governo do Estado, com a expectativa de que os próximos ciclos do São João já reflitam essa pactuação institucional.

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