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Casas Bahia fecha 298 lojas e demite cerca de 1,9 mil funcionários em dois dias

Redação
Por Redação
Notícia de Salvador / BAHIA

A Grupo Casas Bahia fechou 298 lojas em diferentes regiões do país e realizou cerca de 1.900 demissões em apenas dois dias, em meio ao processo de reestruturação da companhia. O fechamento das unidades provocou reação de entidades sindicais, que anunciaram medidas contra a forma como os desligamentos foram realizados.

Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (14), trabalhadores relataram que chegaram aos estabelecimentos para cumprir a jornada e encontraram as portas fechadas. O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) informou que pretende ingressar com uma ação coletiva, buscando a reintegração de funcionários e indenizações por danos morais.

O fechamento das lojas ocorre enquanto a Casas Bahia busca reduzir despesas e reorganizar sua estrutura financeira. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 1,06 bilhão, embora tenha apresentado melhora em alguns indicadores operacionais.

A empresa vem adotando medidas para reduzir custos, controlar o endividamento e concentrar suas operações em unidades consideradas mais rentáveis. Em informações divulgadas anteriormente, o grupo já havia indicado que acompanha o desempenho individual das lojas e pode encerrar operações que não gerem valor.

A Bahia está entre os estados onde o Grupo Casas Bahia mantém presença. Dados divulgados pela própria companhia indicavam 56 lojas da Casas Bahia no estado em maio de 2026, além de unidades de outras bandeiras do grupo.

Ainda não há, nas informações consultadas, uma relação oficial completa indicando quais das 298 unidades fechadas pertencem a cada município ou estado. Por isso, não é possível afirmar, neste momento, quais lojas da Bahia foram atingidas pelo fechamento sem uma lista oficial da empresa.

Apesar do fechamento de centenas de unidades, a Casas Bahia continua com uma extensa rede de lojas físicas. A companhia informa presença em centenas de municípios brasileiros e mantém suas operações integradas ao comércio eletrônico, utilizando parte das lojas também como pontos de apoio para distribuição e retirada de produtos.

O movimento representa mais uma etapa do processo de transformação da empresa, que tenta equilibrar a presença física com o crescimento das vendas digitais e, ao mesmo tempo, reduzir os custos de uma estrutura considerada grande para o atual cenário do varejo.

A Casas Bahia ainda não havia se manifestado publicamente sobre a ação anunciada pelo sindicato, segundo a informação divulgada nesta sexta-feira.

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