O Morro Pai Inácio possui 1120 metros de altitude e é um dos lugares mais visitados na Chapada Diamantina.
O Morro Pai Inácio possui 1120 metros de altitude e é um dos lugares mais visitados na Chapada Diamantina.  

 

Imponente, marcante, vasta, assim é a vista do Morro do Pai Inácio, no município de Palmeiras (BA), um dos pontos mais famosos da Chapada da Diamantina, tendo 1.150 metros de altitude.

O horário preferido para observação do alto do morro é o pôr do sol: o tom de dourado da luz emoldura as rochas e ressalta tudo de um jeito impressionante.
São 500 metros de trilha até o topo. Fica mais fácil se você for parando no caminho para fazer fotografias: o morro do Camelo, o morro dos Três Irmãos, tudo está a vista. Peça ao seu guia mostrar para você, lá no topo, dois pontos marcantes: o cruzeiro que marca uma das pontas e depois, no outro extremo, o ponto ideal para ver o sol se por.

O topo é perfeito para ver e entender os imensos paredões de até 400 metros que formam a chapada que um dia levou tantos exploradores a loucura em busca de diamantes. Na época, os mesmos apareciam até nos leitos dos rios, mas hoje é raro encontra-los mesmo com o uso de maquinários pesados. Enquanto estiver lá no topo, não deixe de olhar também os cursos da água que marcam as pedras e foram ajudando a desenhar o formato delas ao longo dos anos.

O visual do Morro do Pai Inácio é considerado o grande cartão postal da Chapada Diamantina. Foto L12.  

 

Segundo a cultura popular, o nome Pai Inácio refere-se a um escravo que namorava às escondidas com a filha de um coronel. Perseguido pelos capangas do pai da moça, Inácio teria subido o morro em fuga e, ao ver-se encurralado no topo, sem ter para onde fugir, pulou com um guarda-chuvas aberto, para amenizar a queda. Contam os guias que, na verdade, o Pai Inácio pulou onde existia uma pedra mais baixa.

 

 

Os visitantes costumam deixar a visita ao Morro do Pai Inácio para o período do pôr do sol. Começam o dia saindo de Palmeiras ou de Lençóis e realizando outros passeios famosos como a Fazenda Pratinha, a Gruta Azul, o Poço Encantado, e tantas outras atrações que ficam próximas a estes municípios. Quando o final do dia se aproxima, eles vão em direção ao Morro do Pai Inácio para acompanhar o inesquecível pôr do sol do local.

 

 

Uma boa dica, que pode soar estranha para quem conhece o clima da Bahia, é a de levar um agasalho para o alto do morro: por lá, o vento e o frio podem ser surpreendentes. Mesmo que com o guia a visita seja mais agradável, a contratação de um profissional para acompanhar o passei não é uma exigência. Porém, caso você opte pelo guia, terá mais conforto, pois vai com alguém capaz de lhe mostrar o caminho, contar a lenda, tirar belas fotos e tornar a sua visita ainda mais bonita.

Caso prefira ir de modo mais independente, a trilha começa a partir da beira da BR 242, no km 345. Você deixa o carro num estacionamento e segue a pé por cerca de 25 minutos. A subida só pode ser feita até as 17h, a noite as atividades ali não são permitidas. A entrada no local custa R$ 12 sendo cobrada bem na entrada da trilha, em uma guarita.

 

A subida para o Morro do Pai Inácio fica a 26 km de Lençóis, no Parque Natural Municipal Morro do Pai Inácio criado pela cidade de Palmeiras. Em relação a Palmeiras, está a 28 km; de Andaraí, fica a 100 km; de Mucugê, fica a 148 km. Uma visita imperdível para você conhecer a paisagem da Chapada da Diamantina e compreender a beleza única desse ecossistema. Seja com um guia local ou de modo independente, procure um dia de céu bonito e aproveite!

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Possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria (2012) e doutorado em Letras pela Universidade Federal de Santa Maria (2018). Concluiu também MBA em Marketing pela FGV (2010); Especialização em Gestão do Conhecimento e o Paradigma Ontopsicológico pela Antonio Meneghetti Faculdade (2014) e Especialização em Ontopsicologia pela Universidade Estatal de São Petersburgo (2014). É professora de graduação da Antonio Meneghetti Faculdade nos cursos de Direito e Bacharelado em Ontopsicologia. Atua como gestora de projetos da Associação OntoArte; coordenadora executiva e de comunicação da Orquestra Jovem Recanto Maestro; assessora de relações internacionais e de marketing da Fundação Antonio Meneghetti e repórter da revista Performance Líder. É uma das representantes indicadas da Fundação Antonio Meneghetti junto ao Conselho Econômico e Social da ONU. É uma das Coordenadoras do Núcleo de Excelência em Linguagem (NEL) da AMF. Membro da Screenwriting Research Network e membro da Association of Adaptation Studies. Na AMF, é membro da Linha de Pesquisa em Gestão de Negócios, Cultura Humanista e Intuição. Como pesquisadora, desenvolve estudos na área de Ontopsicologia, OntoArte, Empreendedorismo, Cinema, Comunicação Empresarial, Jornalismo e Literatura. Áreas de interesse: ontopsicologia; ontoarte; comunicação empresarial; roteiro cinematográfico; literatura; jornalismo.

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