Na noite de quarta-feira (21), um ônibus de turismo que fazia o trajeto entre Arapiraca (AL) e Itapema (SC) tombou na altura do Km 474 da BR-251, na Serra de Francisco Sá, em Minas Gerais. O veículo transportava cerca de 48 passageiros.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Corpo de Bombeiros, o ônibus teria apresentado problemas no sistema de frenagem em um trecho de declive e curva, o que levou à perda de controle e ao tombamento.
O acidente resultou em cinco mortes, incluindo um bebê.
Dois homens e duas mulheres morreram no local.
Uma das vítimas foi encontrada fora do ônibus junto ao bebê.
Outros três corpos ficaram presos sob o veículo.
Além das mortes, 43 pessoas ficaram feridas, sendo nove em estado grave com múltiplas fraturas e escoriações. Os feridos foram encaminhados para hospitais da região.
O motorista, de 38 anos, não foi localizado imediatamente após o acidente. Ele teria deixado o local antes da chegada das autoridades, o que impossibilitou a realização do teste do bafômetro.
Na tarde de quinta-feira (22), o homem se apresentou espontaneamente à Polícia Civil de Francisco Sá, acompanhado de um advogado. Ele foi preso em flagrante e alegou que já sabia dos problemas nos freios do ônibus.
De acordo com informações preliminares, o ônibus estaria operando de forma irregular, sem autorização adequada para transporte de passageiros. A perícia foi acionada para investigar as causas do acidente e verificar as condições mecânicas do veículo.
A PRF e a Polícia Civil abriram investigação para apurar:
As condições de manutenção do ônibus.
A responsabilidade da empresa de transporte.
O motivo da fuga do motorista após o acidente.
O caso chocou a região e levantou novamente o debate sobre a segurança no transporte rodoviário de passageiros no Brasil. A fuga do motorista e a suspeita de irregularidades no veículo reforçam a necessidade de fiscalização mais rigorosa para evitar tragédias como essa.