Feira de Santana lidera empreendedorismo na Bahia com abertura recorde de 2.328 novas empresas
Publicado em 17/11/2025 00:10 | Categoria: Economia | 388
Esse número representa uma média de quase 300 novos CNPJs por mês, um ritmo que impressiona especialistas e coloca Feira de Santana em destaque nacional. Mais do que estatística, o dado revela a força da cultura empreendedora local e a capacidade da cidade de se reinventar diante dos desafios econômicos contemporâneos.
O ambiente fértil para novos negócios
A ascensão de Feira de Santana como capital do empreendedorismo baiano não é fruto do acaso. Diversos fatores contribuem para esse cenário:
Localização estratégica: situada no entroncamento rodoviário mais importante do Norte e Nordeste, a cidade conecta Salvador e o litoral ao interior do estado e a outras regiões do país.
Infraestrutura urbana: centros de distribuição, universidades, hospitais e serviços especializados tornam o município atrativo para investidores.
Políticas públicas de incentivo: programas de capacitação, linhas de crédito e simplificação de processos de abertura de empresas têm reduzido barreiras burocráticas.
Vocação comercial histórica: Feira de Santana sempre foi referência em comércio e serviços, e agora amplia sua atuação para setores como tecnologia, saúde e alimentação.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, “os números demonstram a força do empreendedor feirense e a diversidade da nossa economia. Feira de Santana tem ambiente favorável para quem quer crescer”.
Diversidade setorial
As novas empresas abertas em 2025 estão distribuídas em 19 segmentos econômicos, o que mostra a pluralidade da economia feirense. Entre os setores mais dinâmicos estão:
Comércio varejista e atacadista: tradicional motor da cidade, continua atraindo empreendedores locais e regionais.
Serviços de alimentação: restaurantes, lanchonetes e deliverys refletem a expansão do consumo urbano.
Tecnologia e inovação: startups e empresas de software começam a ganhar espaço, impulsionadas pela presença de universidades e centros de pesquisa.
Saúde e bem-estar: clínicas médicas, laboratórios e academias acompanham a demanda crescente da população.
Educação e capacitação: escolas técnicas e cursos profissionalizantes reforçam a formação de mão de obra qualificada.
Essa diversidade garante maior resiliência econômica, reduzindo a dependência de setores tradicionais e fortalecendo a capacidade da cidade de enfrentar crises.
Comparação com outras cidades baianas
Enquanto Salvador e outras capitais regionais enfrentam desafios como burocracia, saturação de mercado e altos custos operacionais, Feira de Santana se destaca pela combinação de dinâmica interiorana com estrutura metropolitana.
Com mais de 118 mil empresas ativas, o município já figura entre os maiores polos empresariais do Nordeste. Esse protagonismo reforça a descentralização do desenvolvimento baiano, mostrando que o interior pode liderar processos de crescimento econômico.
Impactos sociais e econômicos
O recorde de abertura de empresas traz reflexos diretos para a população:
Geração de empregos: cada novo negócio representa oportunidades de trabalho, contribuindo para a redução do desemprego.
Aumento da arrecadação municipal: mais empresas significam maior recolhimento de impostos, fortalecendo a capacidade de investimento da prefeitura em infraestrutura e serviços públicos.
Valorização da identidade local: Feira de Santana passa a ser reconhecida não apenas como polo cultural e educacional, mas também como referência em empreendedorismo.
Estímulo à inovação: a chegada de startups e empresas de tecnologia cria um ecossistema favorável à modernização da economia.
Desafios para sustentar o crescimento
Apesar dos números positivos, há desafios que precisam ser enfrentados para manter o ritmo:
Infraestrutura urbana: o crescimento acelerado exige investimentos em mobilidade, saneamento e segurança.
Capacitação profissional: é necessário ampliar programas de qualificação para atender às demandas das novas empresas.
Inovação tecnológica: estimular negócios digitais e startups é fundamental para competir em mercados mais avançados.
Sustentabilidade: políticas ambientais devem acompanhar o desenvolvimento, garantindo equilíbrio entre crescimento e preservação.
Feira de Santana como referência nacional
O desempenho da cidade já chama atenção em nível nacional. Especialistas apontam Feira de Santana como exemplo de como o interior pode liderar processos de desenvolvimento econômico, desafiando a lógica de concentração nas capitais.
Esse protagonismo reforça a importância de políticas públicas voltadas para descentralização e valorização das potencialidades locais. Feira de Santana mostra que é possível transformar tradição em inovação, consolidando-se como berço de novos negócios e motor da economia baiana.
Perspectivas para o futuro
Com o avanço da digitalização e a expansão de setores como tecnologia e serviços, Feira de Santana tende a ampliar ainda mais sua relevância. A expectativa é que o município se torne referência não apenas estadual, mas também regional, atraindo investimentos de outras partes do Brasil.
A consolidação de um ecossistema empreendedor robusto pode transformar a cidade em modelo para outras localidades, mostrando que o interior tem potencial para liderar o desenvolvimento econômico.
O recorde de 2.328 novas empresas abertas em 2025 coloca Feira de Santana em posição de destaque no cenário estadual e nacional. Mais do que números, esse crescimento revela a força de uma cidade que soube transformar sua vocação comercial em um ambiente fértil para o empreendedorismo.
Com desafios a superar e oportunidades a explorar, Feira de Santana reafirma sua identidade como capital do empreendedorismo baiano, mostrando que o futuro da Bahia passa, inevitavelmente, pelo interior.