O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixará o cargo ainda em janeiro de 2026. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Míriam Leitão, na GloboNews, nesta quarta-feira (14). Haddad afirmou que a transição precisa ocorrer imediatamente para que o novo titular da pasta tenha condições de conduzir o Orçamento de 2026 e a política fiscal ao longo do ano.
Segundo o ministro, a decisão já foi discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a data exata da saída ainda será definida. Haddad destacou que não vê problemas para o governo com o veto parcial às emendas parlamentares e reforçou que o desafio fiscal continuará sendo prioridade para o próximo gestor.
Sucessão
Haddad não confirmou oficialmente quem assumirá o posto, mas demonstrou apoio ao nome de Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda. “Ele tem muito trânsito na Esplanada e experiência para dar continuidade às políticas econômicas”, disse o ministro.
Durigan é considerado um dos principais articuladores da equipe econômica e tem proximidade com o Congresso, o que pode facilitar a negociação de medidas fiscais.
Impactos políticos e econômicos
A saída de Haddad marca uma mudança significativa na condução da política econômica do governo Lula. O mercado financeiro acompanha com atenção a transição, já que o novo ministro terá a missão de:
Garantir credibilidade na execução do Orçamento de 2026.
Conduzir negociações sobre o déficit público.
Manter diálogo com o Congresso em torno de reformas e medidas fiscais.
Especialistas avaliam que a definição rápida do sucessor será fundamental para evitar instabilidade política e econômica.